terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A cura da filha de Jairo

Era década de 50, numa fazenda do interior de Minas Gerais uma mãe colocava seus 8 filhos para dormir. A casa era grande, muitos quartos, não havia energia elétrica. A mãe visita filho por filho em suas camas, cobre-os e certifica-se que está tudo bem com cada um deles para mais uma tranqüila noite de sono.
Ao caminhar para seu quarto, avista clarões projetados na parede. São labaredas de fogo em um dos quartos. A mãe é a primeira a chegar e ver sua filha de cinco anos de idade em chamas. O que fazer? Gritar? Desmaiar? Chorar? Antes de qualquer coisa o instinto materno a leva a se jogar sobre a filha com um cobertor para apagar o fogo.
Começa agora o tormento de uma garotinha que por se encantar com as cores da chama da vela teve sua roupa e corpo incendiados. Não havia hospital para interná-la, os remédios eram raros. A família deu o único remédio que tinha: o amor. Pobre menininha, tão pequena e fraca naquela cama, sem poder brincar com os irmãozinhos no terreiro da casa. Cada dia mais fraca, mais magrinha. Quando o doutor vinha, pedaços de sua barriga, em decomposição, eram retirados e enterrados. Quando precisava ser levada à cidade só podia ir com berço e tudo, de trem.
Tudo que aqueles pais desejavam era vê-la bem e curada sendo uma criança normal, como as outras.
 Numa das visitas que o médico fez ele aconselhou a mãe a dedicar-se aos demais filhos, pois a garotinha não teria salvação. No entanto a mãe sabia que poderia entregar seu medo de perder a filha a Deus e caiu de joelhos desesperada. Minutos depois o médico voltou, pois se lembrara de uma pomada que talves ajudasse. Assim Deus consentiu as orações dessa mãe desesperada: após a primeira vez do uso da pomada já ouve sinais de melhora, a menina voltou a alimentar-se e  foi se recuperando. Cresceu e constituiu uma família feliz.
Essa é uma história real, da minha família, essa menininha que tanto sofreu numa época quase sem recursos é minha tia Ione. Quando esse acidente aconteceu meus avós já haviam perdido uma filha de dois anos de idade com crupe, doença sem cura na época.
Tia ione e seu marido Lauro. Cerca de 60 anos depois do acidente

Histórias como essa talvez não sejam tão comuns hoje em dia, mas há algumas décadas atrás devido ao pouco desenvolvimento da medicina, falta de vacinas e remédios, muitas crianças morriam. Mais ou menos assim era o caso da filha de Jairo.
Jairo era um homem importante, um dos mais respeitados da cidade. Tinha uma posição de destaque era líder da sinagoga, tinha uma situação financeira boa, empregados a sua disposição.
Talvez Jairo fosse um homem muito senhor de si, as altas posições sociais exercem muito poder sobre as pessoas e as fazem pensar que são superiores. Era um talentoso orador, quando começava a falar as pessoas calavam-se para ouvi-lo. Quando andava pelas ruas, todos abriam passagem para ele, quando precisava de algo era só dar ordens aos seus empregados que logo iam fazendo sua vontade.
Qualquer um na posição de Jairo se sentiria profundissimamente tentado a ser arrogante, prepotente e jugar-se melhor que outros, ainda que lute contra isso.
Mas os problemas vêem para todos, ricos, pobres, bonitos, feios, cultos, incultos, famosos, desconhecidos. Todos passam por problemas e dificuldades, pois se não, seria injusto, às vezes achamos que algumas pessoas têm mais problemas que outras, mas talvez não, a única diferença está na forma em que cada um tem de lidar com as dificuldades.
A dificuldade de Jairo era terrível. Provavelmente preferia que fosse com ele, mas não era: sua filha, ainda uma menina, estava adoentada há algum tempo e agora estava à beira da morte.
A doença deveria ser muito perigosa, pois pessoas do nível social de um chefe de sinagoga tinham dinheiro para recorrer a médicos e remédios de ponta. Mas tudo isso não resolveu. Era um líder religioso, dedicado, fiel, provavelmente impôs as mãos sobre ela, orou, clamou a Deus pela cura, mas a menina continuava enferma. Que desespero!
Não havia mais nada a fazer, só esperar a vontade de Deus e Ele tinha enviado Jesus para perto de Jairo.
Jesus era o homem mais polêmico da época: dizia ser o filho de Deus, mas não tinha nem casa para morar. Maravilhava as multidões, mas andava em companhia de prostitutas, mendigos, ex-viciados. Pregava o bom caminho, mas era perseguido pela polícia. O que pensaria de um homem assim um religioso tradicional e obediente à Lei?
- Um dos pensamentos seria este: O que os crentes da minha igreja vão pensar de mim se me virem junto desse homem?
- Vou dar mau  testemunho se me aproximar dessas pessoas de má fama.
- Não posso provocar escândalo então é melhor não correr o risco de estar com esse grupo de pessoas.
O preconceito e a descrença era a linha que separava sua filha da cura. A religiosidade significava perder sua filha, arriscar com Jesus poderia ser perder sua religião. Desde pequeno instituído nas leis judaicas, deixar sua crença queria dizer trair sua religião, trair os ensinos da sua família, a tradição de seu povo.
Imagine o dilema de Jairo: de um lado estava um pai desesperado que via sua filhinha amada morrendo, de outro, o líder de uma igreja que até hoje não acredita em Jesus. Ao mesmo tempo em que ele era um homem instruído, rico, queria pedir ajuda a um andarilho.
Deus usa as coisas loucas desse mundo para confundir as sabias. O que parece loucura para alguns é poder de Deus e Deus queria ver aquele homem aos pés de Jesus. Jairo podia enviar um servo para procurar Jesus, chamá-lo em secreto, em casa sem dar motivo para ninguém ficasse escandalizado, comentando seu ato, no entanto. Jairo foi pessoalmente, tinha uma multidão com Jesus, isso poderia fazê-lo voltar a trás, contudo Jairo foi, jogou-se aos pés do Salvador implorando que levasse vida a sua filha, a sua casa. Toda multidão assistiu um dos homens mais poderosos da cidade se humilhar aos pés de um homem simples, se entregando a uma nova religião chamada cristianismo. A 1ª declaração pública no trecho bíblico*(* A 2ª foi quando o caminho da casa de Jairo a mulher doente há 12 anos é curada e Jesus insiste para que ela se revele publicamente e ela o faz.)
Jesus ouve com atenção o homem que ainda sem saber como fazer um pedido ao filho de Deus, parece querer ensiná-lo como curar sua filha pede que ponha suas mãos sobre ela. No caminho Jairo já começa a ver a manifestação do poder de Deus quando Jesus cura uma mulher por ela somente toca-lhe a barra de suas vestes, ainda assim Jairo acha que não há mais nada  o que fazer quando um dos seus serviçais chega e diz que a menina tinha acabado de morrer.
O que passou pela cabeça de Jairo naquele momento? Se Jesus não tivesse parado para descobrir quem o tinha tocado, se não parasse para conversar com aquela mulher, teria dado tempo... Jesus conhecendo não só os pensamentos, mas os sentimentos de Jairo, o acalma. Entram no quarto da menina, mas antes Jesus tem de mandar embora todos aqueles que escarneciam e caçoavam dele quando disse que a menina dormia. A mãe, o pai, dois apóstolos e só foram as testemunhas do milagre. Jairo esperava que Jesus curasse sua  filha, mas Jesus estava disposto a fazer mais, Ele a ressuscitou. Jesus sempre está disposto a fazer por nós mais do que esperamos. A morte não é limite para Jesus, Ele a venceu tantas vezes, como nesse caso, ou quando ressuscitou Lázaro ou ainda quando venceu sua própria morte. Talvez você esteja morto por dentro. Suas emoções parecem mortas, não tem alegria, esperança de ser feliz. Talvez sua família pareça estar morta. O marido já não ama mais a esposa, os filhos não obedecem e respeitam os pais, ou um dos pais abandonou o filho. Talvez os seus negócios estejam morrendo, a única coisa que você vê é o sepulcro da falência. Sua vida com Deus está se decompondo, mas Jesus é Senhor sobre a morte, Ele pode curar você, sua família, seus negócios, mas acima de tudo Ele pode e quer curar, ressuscitar sua alma. Quando Jesus ressuscita alguém, quando ele  livra da morte eterna e a vida em abundância invade esse ser, esse não cabe em si contagia tudo que esta ao seu redor. Se você quer vida nova para alguém ao seu redor encha-se você primeiro. A vida que Deus quer te dar não caberá só em você e atingirá a todos, pois essa vida é a vida eterna.
O que Jesus precisa ressuscitar em você hoje?
Talvez esteja faltando sua atitude de jogar-se aos pés de Jesus sem se preocupar com a multidão.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O desafio chamado amor



Marcos 12

    28 Um mestre da Lei que estava ali ouviu a discussão. Viu que Jesus tinha dado uma boa resposta e por isso perguntou: —Qual é o mais importante de todos os mandamentos da Lei?
    29 Jesus respondeu: —É este: “Escute, povo de Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor.
    30 Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com toda a mente e com todas as forças. ”
    31 E o segundo mais importante é este: “Ame os outros como você ama a você mesmo. ” Não existe outro mandamento mais importante do que esses dois.
    32 Então o mestre da Lei disse a Jesus: —Muito bem, Mestre! O senhor disse a verdade. Ele é o único Deus, e não existe outro além dele.
    33 Devemos amar a Deus com todo o nosso coração, com toda a nossa mente e com todas as nossas forças e também devemos amar os outros como amamos a nós mesmos. Pois é melhor obedecer a estes dois mandamentos do que trazer animais para serem queimados no altar
    34 Jesus viu que o mestre da Lei tinha respondido com sabedoria e disse: —Você não está longe do Reino de Deus. Depois disso ninguém tinha coragem de fazer mais perguntas a Jesus.
   
O capítulo 12 de Marcos nos põe diante de uma típica sequência de emboscadas linguísticas que armaram contra Jesus. Acredito que se Jesus precisasse ter feito um mestrado ou um doutorado, ele deixaria a banca examinadora sem palavras, pois sabia lidar com as palavras como nenhum orador jamais ousou, um exemplo disso é a quantidade de pessoas que sempre estavam ouvindo-o.
Vejamos algumas situações argumentativas que Jesus tirou de letra só neste capítulo: 
No início do trecho temos a narração detalhada de Marcos sobre uma parábola contada por Jesus e que acertou em cheio...   
 12 Os líderes judeus sabiam que a parábola era contra eles e quiseram prender Jesus, mas tinham medo do povo. Por isso deixaram Jesus em paz e foram embora.
Mas eles não podiam deixar isso barato, ainda mais que já tramavam a sua morte, pois Jesus vinha dando muito prejuízo, por exemplo no capítulo anterior tinha expulsado todos os comerciantes do templo. Então eles resolveram
    13 Depois mandaram que alguns fariseus e alguns membros do partido de Herodes fossem falar com Jesus a fim de conseguirem alguma prova contra ele.
E começaram a questioná-lo politicamente, sobre os impostos, porém Jesus conhecendo suas intenções deu-lhes uma resposta sem réplica: “daí a César o que é de César”. Em seguida
 18 Alguns saduceus, os quais afirmam que ninguém ressuscita, chegaram perto de Jesus
Para tentar pegá-lo em alguma palavra queriam saber sobre a tragédia familiar de uma mulher que ficou viúva 7 vezes e não sabia qual dos 7 maridos seria o legítimo na ressurreição. Mais uma vez Jesus argumenta e prova com as escrituras qual a resposta certa:
26 Vocês nunca leram no Livro de Moisés o que está escrito sobre a ressurreição? Quando fala do espinheiro que estava em fogo, está escrito que Deus disse a Moisés: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. ”
    27 E Deus não é Deus dos mortos e sim dos vivos. Vocês estão completamente errados!
Depois de se sair bem em cada questão o capítulo chega a uma das maiores lições da Bíblia: quando o Senhor resume toda a vida cristã em duas frases. É claro que a sabatina ainda não tinha terminado, um mestre, o sabe tudo da lei, faz uma pergunta dentro da sua especialidade: qual dos mandamentos da Lei de Moisés era o mais importante?
Ele só não contava que Jesus era a melhor pessoa para responder à essa pergunta, pois foi ele quem ditou palavra por palavra dos mandamentos a Moisés no Monte Sinai. Ele afirma:
30 Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com toda a mente e com todas as forças.
    31 E o segundo mais importante é este: Ame os outros como você ama a você mesmo.  Não existe outro mandamento mais importante do que esses dois.
Não pensem que ao dizer que esses eram os mais importantes mandamentos, os demais perdem sua relevância, de jeito nenhum! Jesus mais uma vez estava dando uma resposta sem contra-argumento, pois o que ele acabara de fazer foi colocar os 10 mandamentos dentro de dois. Isso mesmo, dentro das duas frases: em amar o Senhor acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo estão todas as regras que Moisés lapidou na tábua dos mandamentos.
Vamos fazer um exercício de numerar: Abra sua Bíblia em Êxodo capítulo 20
(1)   30 Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com toda a mente e com todas as forças.
(2)   31  Ame os outros como você ama a você mesmo. 
Êxodo capítulo 20:
( 1   ) 3 Não adore outros deuses; adore somente a mim.
(1  ) 4 Não faça imagens de nenhuma coisa que há lá em cima no céu, ou aqui embaixo na terra, ou nas águas debaixo da terra. 5 Não se ajoelhe diante de ídolos, nem os adore, pois eu, o SENHOR, sou o seu Deus e não tolero outros deuses. Eu castigo aqueles que me odeiam, até os seus bisnetos e trinetos.
( 1 )   7 Não use o meu nome sem o respeito que ele merece; pois eu sou o SENHOR, o Deus de vocês, e castigo aqueles que desrespeitam o meu nome.
( 1 )     8 Guarde o sábado, que é um dia santo.   9 Faça todo o seu trabalho durante seis dias da semana;    10 mas o sétimo dia da semana é o dia de descanso, dedicado a mim, o SENHOR, seu Deus. Não faça nenhum trabalho nesse dia, nem você, nem os seus filhos, nem as suas filhas, nem os seus escravos, nem as suas escravas, nem os seus animais, nem os estrangeiros     11 Em seis dias eu, o SENHOR, fiz o céu, a terra, o mar e tudo o que há neles, mas no sétimo dia descansei. Foi por isso que eu, o SENHOR, abençoei o sábado e o separei para ser um dia santo.
( 2 ) 12 Respeite o seu pai e a sua mãe, para que você viva muito tempo na terra que estou lhe dando.
(2  ) 13 Não mate.
(  2) 14 Não cometa adultério.
(2  ) 15 Não roube.
(2  ) 16 Não dê testemunho falso contra ninguém.
(2  )    17 Não cobice a casa de outro homem. Não cobice a sua mulher, os seus escravos, o seu gado, os seus jumentos ou qualquer outra coisa que seja dele.


 
Perceberam como o cristianismo gira em torno da palavra amor? Quem ama a Deus não é capaz de desobedecê-lo ou quando o faz, devido a nossa natureza pecaminosa, não consegue permanecer no pecado. Quem ama ao seu próximo também não é capaz de fazer nada de mal ou que vá contra o bem estar físico, mental, emocional, muito menos espiritual de outra pessoa.
O amor é nosso maior juiz, nosso maior conselheiro.
No entanto como é difícil amar! Não digo que seja tão difícil amar a Deus, pois a final Ele só nos faz coisas boas, mesmo assim, quantas pessoas revoltadas contra Ele existem por aí, entretanto a maior dificuldade enfrentada pelo crente é amar ao seu próximo.
Esse talvez seja o maior desafio para nós, pois somos egoístas ao ponto de cobiçar não só a casa, os bens, a mulher, o namorado de outra pessoa;
- queremos sempre nos dar bem, mesmo que custe uma mentirinha, um exagerozinho, uma fofoquinha contra alguém;
- queremos sempre satisfazer nossos próprios desejos e para isso roubamos, exploramos nosso próximo;
- cometemos adultério e nós sabemos que se temos algum pensamento impuro sobre alguma pessoa, já adulteramos;
- nós matamos as pessoas, não só fisicamente;
- nós desrespeitamos nossos pais, falamos alto com eles, somos mal educados, não queremos gastar nosso tempo com eles e quando ficam velhos e temos de retribuir as fraudas que nos trocaram, jogamo-nos num asilo, ou quando somos mais bonzinhos contratamos outra pessoa para cuidar deles;
Isso é só um pouquinho daquilo que fazemos. Não adianta pensar que isso é coisa de quem não conhece o amor de Deus, porque infelizmente é dentro das igrejas onde isso mais se destaca, o lugar onde esperamos um pouco de santidade das pessoas, mas tem sido o lugar onde mais nítidos ficam o pecado e até a falta de caráter.
Isso tudo sabe por quê? Por que não pensamos como Deus quer, mas de acordo com o que nos convêm. Veja o que o reverendo Max Lucado diz no seu livro A grande casa de Deus:
Note em especial a palavra como. Os pensamentos de Deus não são os nossos pensamentos, nem são como os nossos. Nem mesmo chegamos perto. Nós pensamos: Preserve o corpo, Ele pensa: salve a alma. Sonhamos com um aumento salarial; Ele sonha pôr um fim ao salário do pecado. Esquivamo-nos do sofrimento e buscamos a paz; Ele usa o sofrimento para trazer a paz. "Vou viver antes que eu morra", resolvemos nós. "Morra, e então pode viver", instrui-nos Ele. Apegamo-nos ao que se corrói; Ele, ao que perdura. Regozijamo-nos com os nossos sucessos; Ele, com as nossas confissões. Mostramos aos nossos filhos as estrelas da Nike, com o sorriso de um milhão de dólares, e incentivamos: "Seja como o Ronaldinho". Deus aponta o carpinteiro crucificado, com os lábios ressecados e o lado sangrando, e intima: "Seja como Cristo".
Se quisermos ser mais parecidos com o que Deus deseja de nós, é bom começarmos repensar nossas vidas e a pensar como Ele. Orarmos bastante para conseguirmos obedecer aos seus mandamentos que se resumem na palavra amor é o começo.  Mas não espere que as coisas sejam fáceis, as pessoas vão decepcioná-lo. A nossa resposta a isso deve ser mais oração, mais ação, mesmo que a princípio ela saia do seu coração a força. A oração resolve isso.
Contudo não pense você que é possível desobedecer a um mandamento somente. Quando falhamos em um apenas, estamos falhando em todos, pois se trata de um pacote. Se nós somente falhamos com nosso irmão, também pecamos contra Deus, pois O desobedecemos.
Amar é um desafio difícil, mas não impossível. A todos que entendem e se esforçam para fazê-lo veja o que Jesus diz:
    34b Você não está longe do Reino de Deus.
Vamos pedir mais, a Deus, ajuda para por em prática seus mandamentos.

 Depois dessa grande lição dada com maestria por Jesus ninguém tinha coragem de fazer mais perguntas nenhuma a ele.

Crianças

Mateus 18
1 Naquele momento os discípulos chegaram perto de Jesus e perguntaram: _Quem é o mais importante no Reino do Céu?
    2 Jesus chamou uma criança, colocou-a na frente deles
    3 e disse: _Eu afirmo a vocês que isto é verdade: se vocês não mudarem de vida e não ficarem iguais às crianças, nunca entrarão no Reino do Céu.
    4 A pessoa mais importante no Reino do Céu é aquela que se humilha e fica igual a esta criança.
    5 E aquele que, por ser meu seguidor, receber uma criança como esta estará recebendo a mim.
    6 _Quanto a estes pequeninos que crêem em mim, se alguém for culpado de um deles me abandonar, seria melhor para essa pessoa que ela fosse jogada no lugar mais fundo do mar, com uma pedra grande amarrada no pescoço.
    7 Ai do mundo por causa das coisas que fazem com que as pessoas me abandonem! Essas coisas têm de acontecer, mas ai do culpado!


Durante 11 anos da minha vida eu passei metade do meu dia numa sala cheia de crianças. Minha função naquele lugar era ensiná-las o máximo de conhecimentos possíveis. Foram muitos os brilhos de olhinhos que eu presencie ao ler pela primeira vez. Isso para mim era o maior sinal de que eu tinha feito direitinho meu papel. Entretanto eu me enganara, eu não estava ali para ensinar, mas para aprender.
Nós nascemos tão perto de Deus, por que será que à medida que vamos passando mais tempo no mundo vamos nos distanciamos dEle?
Nessa aula descrita em Mateus 18,  Jesus usa um material didático concreto como recurso ilustrativo, uma criança. Aliás  cada lição que dava, ele usava recursos diferentes. Suas aulas nunca eram cansativas, a prova disso é que multidões andavam  ao seu redor para aprenderem com ele. Não é à toa que ele é o mestre.
Atentem agora para a pergunta que um aluno fez a Jesus: “_Quem é o mais importante no Reino do Céu?” qual seria o desejo do coração desse discípulo? Ele queria saber o que precisava fazer para ser o mais importante no Céu, por ambicionar isso para si, porém Jesus estava mais preocupado com a pergunta que ele não fez que seria: “o que é preciso fazer para entrar no Reino dos Céus?”
A receita parece ser fácil, basta-nos sermos como uma criança. Agora reflitamos um pouco, o que tem as crianças para ganharem o ingresso para o evento mais importante de nossas vidas, a passagem de primeira classe para a maior das viagens? A primeira coisa, acredito, é o tamanho. As crianças são pequenas e sabem que têm de ser assim. Elas se apresentam ao Grande El Shaday(Deus todo poderoso) pequeninas, olham-no de baixo para cima, assim como olhávamos para o nosso pai quando éramos baixinhos, achávamo-no tão alto, forte. É assim que são as crianças diante de Deus, elas não têm dúvidas que são mínimas na presença dEle;
Outro fator é pureza, crianças são facilmente enganadas por pessoas mal intencionadas, simplesmente por que são simples, ingênuas, não têm aquele câncer que os adultos adquiriram chamado de malícia. A malícia é uma propensão para o mal que vamos desenvolvendo com os anos. Ela é capaz de interpretar e criar o mal onde ele sequer existe;
Além disso elas são dependentes, totalmente. Elas precisam de alguém mais forte que as proteja e de segurança. A essa pessoa elas depositam toda a sua confiança;
As crianças também possuem a energia que é uma força para superar, perdoar, reconstruir, unir, ser verdadeiro e dar lugar à alegria, que faz delas pessoas felizes. O que torna muitos rostinhos tristes por ai não tem nada haver com elas mesmas, mas com o que os adultos fazem. E sobre isso Jesus falou nos versículos ,
6 se alguém for culpado de um deles me abandonar, seria melhor para essa pessoa que ela fosse jogada no lugar mais fundo do mar, com uma pedra grande amarrada no pescoço.    7 Ai do mundo por causa das coisas que fazem com que as pessoas me abandonem! Essas coisas têm de acontecer, mas ai do culpado!
A banda Oficina G3 tem uns versos que tratam exatamente a nossa condição:
“Tive que crescer\Endureci meu coração\O mundo disse que era assim\Como posso conquistar o céu\Se nem sei viver aqui \Eu só posso conquistar o céu \Se for como criança aqui”
O título da música é “Simples” e quanta coisa nós podemos aprender somente com essa palavra. Veja sua definição:
1. Sem composição; sem mistura.
2. Único; exclusivo.
3. Mero, singelo.
4. Que não é complicado.
5. Sem enfeites, sem ornatos.
6. Que não é dobrado.
7. Que é fácil de entender ou usar; evidente; natural.
8. Que não é requintado, artificial. 9. Não ornado, elegante, caro ou luxuoso.
10. Sem esforço; espontâneo.
11. Normal.
12. Que se encontra no grau mais baixo de uma hierarquia.
13. crédulo.
14. Modesto, humilde, pobre.
É com essas características que nascemos, mas que de pouquinho em pouquinho vamos deixando para trás ao nos tornarmos pessoas a quem chamamos maduras. Veja o opinião de Paulo com relação ao amadurecimento: 

 11 Quando eu era criança, falava como criança, sentia como criança e pensava como criança. Agora que sou adulto, parei de agir como criança.    12 O que agora vemos é como uma imagem imperfeita num espelho embaçado, mas depois veremos face a face. Agora o meu conhecimento é imperfeito, mas depois conhecerei perfeitamente, assim como sou conhecido por Deus.( I Coríntios 13)

Se ligarmos os dois textos podemos acreditar que quando passamos a ter o olhar adulto começamos a deixar de conhecer a Deus

9 Pois os nossos dons de conhecimento e as nossas mensagens espirituais são imperfeitos.    10 Mas, quando vier o que é perfeito, então o que é imperfeito desaparecerá. ( I Coríntios 13)

Só com a vinda do que é perfeito é que veremos perfeitamente. Neste momento se estivermos aptos a ser como uma criança entraremos para o Reino tão sonhado e seremos as pessoas mais importantes lá.

14 Aí ele disse: _Deixem que as crianças venham a mim e não proíbam que elas façam isso, pois o Reino do Céu é das pessoas que são como estas crianças.(Mateus 19)


    6 Eduque a criança no caminho em que deve andar, e até o fim da vida não se desviará dele.(Provérbios 22)

Nós precisamos também ter mais cuidado sobre o que ensinamos às crianças. O ideal seria ensiná-las o necessário sem permitir que ela deixe de ser como o Senhor deseja.

Ministério Infantil  -  Todos os domingos

Boas vindas

Hora do lanche

Muito louvor

Teatro

Histórias

Congregação no Bairro do Cruzeiro

Domingos à tarde

Professora Maluquinha e Menina Maluquinha


Fico feliz de ver meus aluninhos da escola frequentando a Igreja


sábado, 1 de janeiro de 2011

Missão

Depois que Jesus acalmou a tempestade, eis que chega a Gerasa, leste do mar da Galileia. Ali ele tinha um encontro muito importante com dois homens.
Quem seriam pessoas importantes ao ponto de levar o próprio Deus a atravessar um mar revoltado na companhia de 12 homens covardes? Seriam chefes de estado, executivos renomados, líderes da ONU? Não, o Rei dos reis se deslocou numa viagem tão dispendiosa somente para ir ao encontro de dois mendigos loucos. Sim, assim que nós os classificaríamos se os víssemos.
Esses dois homens moravam entre os sepulcros de um cemitério, um lugar nada agradável de se morar, com ares de podridão, cheio de vermes. Também não usavam roupas e, frequentemente, cortavam seus corpos com aquelas mesmas pedras, repletas de bactérias que existiam por ali. Por algumas vezes os moradores da redondeza os aprisionavam com correntes de ferro, mas nada podia detê-los, a todas quebravam. Seus cabelos eram desgrenhados, barba grande, corpo sujo, mas o que estava mais sujo ali era o seu interior.
Logo que Jesus desembarcou a legião de demônios que se apoderava dos dois infelizes se rebelaram. Legião é o substantivo coletivo de soldados, anjos ou demônios. Na época do novo testamento uma legião de soldados possuía cerca de seis mil homens. Essa era a quantidade aproximada de demônios que habitavam aqueles dois corpos.
Você já imaginou o que é viver oprimido por um espírito mal? Ter pensamentos roubados, praticar atos contra a vontade, comportamento violento... agora multiplique isso por 6 mil. Aqueles homens não tinham mais família, muito menos amigos. Eram temidos ao ponto de ninguém querer andar por perto do cemitério. Seus corpos viviam em carne viva, cheio de infecções. Eles não recebiam amor, palavras de carinho, não tinham comida quentinha para matar a fome e nem uma cama para relaxar seus músculos. Esses homens eram totalmente infelizes. Nos momentos de lucidez eles sofriam e se sentiam rejeitados, com dor, fome, frio. A morte poderia parecer opção melhor que viver. Mas não era.
Jesus deu o primeiro passo, foi ao seu encontro e trazia um presente: vida e vida em abundância. Os demônios resmungaram, esbravejaram, lamentaram, mas não tinha jeito aquelas casas agora eram de outro dono, seriam templos do Espírito Santo. A multidão de espíritos despejada de casa procura numa manada de porcos, animal pela lei considerado impuro, morada, no entanto tamanha era a opressão de tantos espíritos que nem uma manada de dois mil porcos suportou, todos precipitaram-se no mar.
Toda a região soube da notícia pelos donos dos porcos e vieram conferir com os próprios olhos. Provavelmente os corpos dos porcos estavam estirados na praia, mas os homens estavam libertos, vestidos e em seu juízo perfeito, mais perfeito que nunca: aos pés de Jesus.
Todas as pessoas que viram essa cena tiveram motivos de sobra para glorificar, louvar a Deus pelo milagre de mudar as vidas daqueles dois, mas a reação foi outra, valorizaram mais o prejuízo da morte dos porcos, que aliás, era contra a lei e quiseram, insistiram para que Deus fosse embora antes que desse mais prejuízos.
Quando Jesus estava para embarcar um dos homens libertos, talvez o que fora mais assolado, pede para acompanhar Jesus e ser um missionário, testemunhar ao mundo o milagre que recebera. Como seria útil pregar por toda a parte, ser a prova material do poder de Deus. Ganhar o mundo para Cristo. A vontade de falar de Cristo é um desejo de todo cristão autêntico     (“todo cristão quer ser missionário, ou então não é cristão.”) e a idéia de se lançar pelo mundo pregando o evangelho a toda a criatura é um outro desejo que todo crente já sentiu, nem que seja ao se converter. Agora você já imaginou o potencial que esse homem teria como missionário? Ele mais que ninguém conheceu o inferno e poderia provar todas as suas desvantagens como ninguém, fora prisioneiro não de um, mas dos demônios no coletivo, sabia melhor que ninguém que não valia a pena aquele caminho. Só suportou tudo porque Deus tinha planos tremendos para a sua vida e foi salvo pelo próprio Jesus, podia vê-lo, tocá-lo e mais: Jesus foi a Gerasa só por ele.
Através de sua experiência multidões poderiam ser salvas e são, até hoje, entretanto Jesus preferiu que ele fosse missionário da sua própria terra.
 Ele foi embora contando as dez cidades da região o que o Senhor lhe fizera e muitos foram impactados.
Vista aérea de Alterosa MG
Antes de ganharmos o mundo para Cristo podemos começar ganhando quem está na sala de nossa casa, quem está na nossa escola, no trabalho, na nossa rua. A nossa cidade também precisa de missionários.

Os vacilos humanos

Certa vez Jesus partiu para o leste do mar da Galileia simplesmente para libertar dois homens que viviam dominados por espíritos maus. Na viagem, diante de uma tempestade, realizou um milagre e calou a força da natureza, mas presenciou uma demonstração de falta de fé de seus discípulos, aqueles que deveriam assumir seu ministério quando partisse
. Que desmotivante: seus aprendizes, após passarem tanto tempo com ele aprendendo ao vivo e com o próprio Mestre todas as lições, na hora de por em prática todas as aulas particulares que tiveram, fraquejaram.
No entanto a falha desses homens não impediu os planos de Jesus, pois homem nenhum pode fazer isso. Ao chegar ao seu destino libertou os dois homens e toda a população que morava ali, já que esses homens eram perigosos e as pessoas tinham medo até passar perto deles ou do cemitério onde moravam, pois provavelmente já tinham agredido alguém. Mas a reação dos habitantes daquela região, mesmo vendo a transformação pela qual aqueles homens passaram, foi a de mandar Jesus embora.
Por duas vezes consecutivas, talvez num mesmo dia, Jesus se decepcionara com as pessoas. Depois de fazer o bem a cada uma, dar amor, livramento, elas reagiam da pior forma possível. Ainda assim, ao voltar para o oeste do lago uma multidão de enfermos, infelizes o esperavam e andavam com ele aonde quer que ele fosse. A maioria só o seguia porque estava interessado em um milagre. Jesus sabia disso e quando um homem desesperado jogou-se aos seus pés rogando que fosse até sua casa curar sua filhinha, ele se dispôs a ir. A multidão foi atrás. No caminho uma mulher o seguia, achou que poderia ser curada mesmo sem incomodá-lo, que ingenuidade! Jesus que sabe todas as coisas a curou, mas quis conhecê-la, mas a mulher teve medo. Medo de Jesus, isso parece inacreditável, ele é amor, a mulher tinha acabado de experimentar isso, ao ser curada dos seus 12 anos de sofrimento, mas ao invés de louvá-lo, ela teve medo, porém Jesus mesmo assim a motivou com palavras engrandecendo sua atitude de fé. Ao chegar à casa de Jairo, Jesus afirma que a menina que acabara de morrer, apenas dormia, a reação das pessoas? Zombaram dele.
 Era de mais, uma sequência de ingratidão, má educação, negligência e Jesus sabia que essa história de falta de semancol humana não pararia por aí, mesmo assim ele ressuscitou a garota, continuou paciente e curando as pessoas, tolerando a falta de respeito delas por ele.
Jesus é Deus acima da nossa teimosia, acima da nossa insensibilidade. Ele quer fazer um milagre nas nossas vidas, inclusive mudar nossas atitudes egoístas. O cristão deve estar se policiando o tempo todo para que algum sentimento não acabe se traduzindo em atitudes que entristeçam as outras pessoas. O jeito de lidar com as pessoas, a maneira de expressar deve passar por um filtro que impede as asperezas, a brutalidade, a falta até de etiqueta. O nome desse filtro é EDUCAÇÃO.
Não é bom os filhos de Deus serem chamados e reconhecidos pela sociedade como filhos mal educados.
Fabiana de Oliveira Ribeiro

Um médico quer tratá-lo



Vivemos uma época em que a maioria das pessoas tem um grande medo de ficar doente, já que a modernidade com suas tecnologias também trouxeram algumas novidades que nosso organismo ainda não aprendeu a digerir.
Vivemos a era da falta de saúde emocional, nunca se ouviu falar de tantos tipos de cânceres, a AIDS a cada dia se espalha pelo continente africano, a obesidade cresce na América. Mas existe um hospital que pode tratar de todas as enfermidades da humanidade. Nesse hospital trabalha um médico que não mede esforços para atender seus pacientes, ele com sua legião de enfermeiros estão sempre de plantão, dão remédios para cada mal e calmantes especiais, fazem curativos, incisões, transplantes de coração, transfusão de sangue. Nunca houve quem procurasse esse médico e fosse embora sem a cura, sem uma vida nova.
Você está saudável?

Um jovem médico de cerca de 30 anos de idade, enquanto atendia a uma fila interminável de pacientes em um hospital público, recebeu a informação que um antigo paciente seu encontrava-se muito enfermo. Comovido com a notícia resolveu imediatamente ir ao encontro desse paciente, mas havia um problema: ele estava em outra parte do continente, teria de atravessar o mar para isso. Ainda assim, não hesitou em ir para o porto. Não havia muitas opções de navios para aquela região. A solução foi embarcar em um pequeno barco praticamente sem tecnologia e segurança.
A viagem seguiu tranquila até que o barco entrou numa região constantemente assolada por terremotos. O medo era só um sonho, diante do pavor que tomou conta de toda a tripulação. O barco virava com as ondas, encheu-se de água e foi só por um milagre que não foi a pique.
No entanto o médico conseguiu chegar ao seu paciente e dando-lhe o remédio que precisava, curou-o. Após isso voltou, no mesmo barco, para sua cidade.

            Você já recebeu o cuidado de um médico assim? Não! Eu afirmo que sim, do Médico dos médicos. Essa história é uma amostra, encontra-se em Marcos 5. Jesus para curar um endemoninhado que se achava do outro lado do mar da Galileia, topou uma viagem nem um pouco tranquila, já que em grande parte do ano esse mar era o cenário de tempestades muito fortes. Medo? Em momento algum teve, pois sua fé dava-lhe segurança até em meio a tempestade( o que já não ocorreu com os discípulos).
Jesus tinha um objetivo, havia dois homens(conforme Mateus) que se encontravam doentes espirituais na região de Gerasa, leste do Lago. Esses dois homens moravam em um cemitério, num lugar de morte, eram tão violentos e perigosos que as pessoas nem passavam ali com medo. Por muitas vezes prenderam seus pés e mãos com correntes, porém nem o ferro segurava-lhes, viviam se auto flagelando e com os corpos descobertos. Quando avistaram Jesus deram um grito e prostraram-se diante dele. Eles sabiam que a presença de Jesus ali era o fim da estrada para eles.
Jesus então manda os espíritos saírem. Até os demônios reconhecem o senhorio de Jesus, suas reações foram ficar de joelhos. Ainda ousaram questionar Jesus sobre o porquê de expulsá-los e imploraram para entrar nos porcos que comiam ali perto.
Durante algum tempo eu fiquei intrigada sobre a razão de Jesus atender ao pedido. Mas cheguei a uma conclusão: tudo o que Jesus fez foi com a intenção de ensinar, nesse caso, ao atender o desejo dos demônios nos mostrou não que ele teve pena ou que recebia ordens de demônios, mas que só sob sua autorização os demônios podem entrar num corpo purificado. Os porcos não eram pecadores para abrir brechas para os demônios, portanto só com a permissão do Criador de todas as espécies para eles poderem entrar em seus corpos.
Só há duas formas de Satanás entrar em uma vida: ou nós deixamos ou Jesus deixa. Entretanto com exceção dos porcos nessa passagem, jamais permitiria isso.
Muitas vezes estamos abrindo caminho, rodovias para o mal em nossas vidas. Não é preciso estar possesso por um espírito para estarmos possuídos. Somos propriedade de Deus, mas se não nos comportamos como posse dEle, estamos afirmando que temos outro possuidor. Nesse caso, como em todos na vida espiritual só há duas opções, ou Deus ou Satanás.
Mas ainda para aqueles que entre as duas opções assinalaram a alternativa errada alguma vez em sua vida, Jesus está disposto a atravessar o mar mais rebelde do planeta, no barco mais precário do porto só para levar o remédio para você do outro lado.